sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A ARMADURA DA LUZ

Antes de subir aos céus, Jesus disse aos discípulos: “Eis que eu vos enviarei o que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até serdes revestidos da força do Alto” (Lc 24,49). E ainda: “Recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e a Samaria, e até os confins da terra” (At 1,8).
Imaginemos que os apóstolos, em vez de perseverarem unânimes, em oração, com “Maria, a mãe de Jesus” (At 1,14), tentassem discutir entre si um plano para evangelizar o mundo. Pareceria talvez imprudente anunciar de uma vez que Cristo ressuscitara. Melhor seria primeiro convencer o povo que Jesus fora inocentemente condenado. Superada esta fase, aí sim poder-se-ia afirmar que ele havia ressuscitado. Somente num terceiro momento, já consolidada a ideia da ressurreição, é que se poderia exortar o povo à conversão e ao Batismo.
Felizmente, porém, os apóstolos não fizeram nenhum sínodo nem consumiram seu tempo em discussões intermináveis sobre estratégias pastorais. Que fizeram? “Todos eles, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus” (At 1,14). O resultado desses nove dias passados em oração unânime, perseverante e com Maria é descrito a seguir:
“Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que se repartiam e pousavam sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito lhes concedia se exprimissem” (At 2,1-4).
Impelido pelo Espírito Santo, num único discurso Pedro falou sobre a inocência de Jesus, anunciou a sua ressurreição, exortou o povo à conversão e convidou-o ao Batismo para a remissão dos pecados. E naquele dia cerca de três mil pessoas acolheram a palavra de Pedro e fizeram-se batizar (At 1,41).
Não estava na previsão dos apóstolos que o diácono Estêvão fosse martirizado nem que houvesse uma grande perseguição em Jerusalém. Mas tal perseguição, prevista e permitida por Deus, serviu para que os cristãos se dispersassem pelas regiões da Judeia e Samaria (At 8,1) e fundassem a comunidade de Antioquia (At 11,19). Ninguém podia imaginar que Saulo, cruel perseguidor, que havia concordado com a execução de Estêvão, seria convertido na estrada de Damasco (At 9,3) e fosse trazido de Tarso para Antioquia por Barnabé (At 11,25-26), tornando-se o grande apóstolo Paulo. Mas os apóstolos, em vez de confiarem em suas próprias forças, deixaram-se conduzir pelo Espírito de Deus (Rm 8,14), que “sopra onde quer” (Jo 3,8).
Em sua segunda viagem missionária, Paulo fez um erudito discurso no areópago de Atenas, citando escritores gregos e convidando os atenienses a adorarem o Deus único e a se arrependerem em vista do julgamento que se fará por meio de Jesus, a quem Deus ressuscitou dos mortos. Mas, “ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns começaram a zombar, enquanto outros diziam: ‘A respeito disto vamos ouvir-te outra vez’” (At 17,32). O fracasso da pregação foi quase completo. Somente alguns se converteram, entre os quais Dionísio, o areopagita e Dâmaris (At 17,33). Seria de se esperar que Paulo, tendo partido de Atenas para Corinto (At 18,1), tomasse maior cuidado em falar da ressurreição, tão contrária à mentalidade grega. No entanto, longe de ser mais comedido, Paulo radicalizou o discurso. Aos coríntios ele evitou a “persuasiva linguagem da sabedoria” (1Cor 2,4) que havia usado em Atenas e não quis saber outra coisa “a não ser Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado” (1Cor 2,2). A cruz, mais escandalosa que a ressurreição, estava ausente no discurso de Atenas (At 17,22-31). Em Corinto, ela estará no centro da pregação. Aos coríntios ele anunciará o Evangelho “sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de não tornar vazia a cruz de Cristo” (1Cor 1,17).
Os exemplos acima demonstram a “intrepidez” (At 4,29.31) com que os apóstolos anunciaram a palavra de Deus, sem se intimidarem pelos obstáculos encontrados ou pela aparente impossibilidade de transpô-los.
Infelizmente pude constatar como, no Brasil e no exterior, há defensores da vida tímidos, incapazes de qualquer atitude radical, por medo de alguma reação. Enquanto estive em Roma, percebi que o “Movimento per la vita” não ousava falar em revogar a terrível lei 194 de 1978, que havia introduzido o aborto na Itália. Falava-se apenas em fazer “modificações” na lei para reduzir o número de abortos.
No Brasil, no início deste ano, falou-se em aprovar a PEC 29/2015 (chamada “PEC da vida”) incluindo na Constituição Federal duas exceções para a não punição do aborto. Na reunião da qual participei no gabinete do Senador Eduardo Girão em 28/02/2019, percebi que não se cogitava em extirpar o aborto de nossa legislação. Pretendia-se apenas evitar que o abortismo avançasse.
E quando em 15/05/2019 a deputada Chris Tonietto (PSL/RJ) protocolou, juntamente com o deputado Filipe Barros (PSL/PR), o Projeto de Lei 2893/2019, que revoga o artigo 128 do Código Penal com suas duas hipóteses de não punição do aborto, pude constatar o quanto a jovem parlamentar foi pressionada pelos próprios amigos pró-vida a retirar de pauta sua proposição. Segundo eles, aquele projeto era suicida, o povo não estava preparado para aceitar a punição do aborto sem exceções, seria preciso avançar passo a passo sem queimar etapas etc., etc., etc. Mas Chris Tonietto manteve-se firme. Além disso, em 18/07/2019 apresentou um outro projeto, o PL 4150/2019, que corrige o artigo 2º do Código Civil para estabelecer que “a personalidade civil do ser humano começa desde a sua concepção”.
Entre nós nem todos perceberam que a verdade é nossa arma. O “esplendor da verdade”, na feliz expressão de São João Paulo II, afugenta os fantasmas noturnos do aborto. “Vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12). Não precisamos de dissimulações, subterfúgios e enganos. “Não somos da noite nem das trevas” (1Ts 5,5). Enquanto nossos adversários precisam chamar o aborto de “interrupção da gravidez”, a criança por nascer de “feto” ou “concepto”, para nós basta falarmos a verdade. Enquanto os abortistas precisam fugir das imagens de crianças abortadas e dos testemunhos de mães traumatizadas pelo aborto, nós não temos do que fugir. O pretexto de salvar a vida da gestante cai por si mesmo quando demonstramos a imoralidade e a inutilidade do aborto em tal caso. A ilusão de que o aborto reduziria os traumas do estupro que resultou em gravidez dissolve-se pelo simples testemunho de mulheres que passaram por tal situação. Ocultar a verdade – aquela que deve ser a nossa arma! – por “motivos estratégicos” é indigno da causa pró-vida.
Jesus disse de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). E a nós, que refletimos sua luz, ele disse: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte” (Mt 5,14). E ainda: “Quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus” (Jo 3,20-21).
Conosco está aquela “Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12,1). Grávida, essa Mulher toda luminosa venceu o Dragão que queria devorar seu Filho (Ap 12,4). “Enfurecido por causa da Mulher, o Dragão foi guerrear contra o resto dos seus descendentes” (Ap 12,17), que somos nós. Em nossa luta contra o “homicida desde o princípio” e o “pai da mentira” (Jo 8,44), nossa arma não pode ser outra senão a luz da verdade.

Anápolis, 08 de outubro de 2019.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis.

domingo, 9 de setembro de 2018

ACTO HEROICO EM FAVOR DAS ALMAS


Padre Eterno! Em união com os merecimentos de Jesus e Maria, offereço-vos pelas almas do purgatorio todas as obras satisfactorias de toda a minha vida, como tambem todas as que fôrem em meu favor offerecidas depois da minha morte, pondo-as á disposição de Maria Ss., minha mãe celeste, afim de alliviar as almas por ella preferidas para a maior gloria do Divino Coração de Jesus.

Qual é o quinhão cedido ás almas? Como se vê pela formula, offerecem-se neste acto heroico sómente as obras satisfactorias (essas, sim, todas!), portanto não as obras inteiras, mas só um quinhão, por assim dizer a terça parte de cada obra: a parte satisfactoria. Pois, cada boa obra tem um triplo valor:

1. de enriquecer-nos (valor meritorio), 2. de satisfazer (pagar) as dividas dos peccados (valor satisfactorio), 3. de obter e pedir graças (valor impetratorio).

Pelo acto heroico faz-se doação tão só do valor satisfactorio de cada obra; os dous outros ficam ao doador, a saber: o valor meritorio que representa justamente a parte duradoura e mais preciosa, e o valor impetratorio.

Vantagens. 1. Thesouro no céo. A riqueza do homen no céo é  formada pelo thesouro dos seus merecimentos, isto é, pelo valor meritorio das suas obras. Este, porém, é só um dos tres valores de cada obra, e só elle vae comnosco para o céo, constituindo o nosso dote  a nossa bemaventurança. Pois o valor satisfactorio gasta-se pagando as dividas do peccado; o valor impetratorio é passageiro. Evidentemente seriamos mais felizes e ricos, se pudessemos aproveitar tambem o valor satisfactorio para augmentar o tao precioso valor meritorio. É isto que conseguimos pelo acto heroico. Pois ao merito da obra accresce, neste caso, o merito da doação feita com tanta caridade, fé e fervor.

Além disso, póde-se ganhar todos os dias uma indulgencia plenaria, e na segunda-feira mais outra, ouvindo a missa em suffragio das almas.

2. Seguro contra o purgatorio, dando mais efficacia aos meios de evitar as penas temporaes. Pois, os (modos) caminhos para evitar o purgatorio são cinco:

1. o pagamento pelas obras satisfactorias  (p. e. S. Sacramentos, missa, trabalho, soffrimentos, indulgencias)

2. a vida pura;

3. a oração, (de sorte que Deus, em attenção a ella, perdôa sem obra satisfactoria);

4. o augmento da graça e da dignidade e familiaridade sobrenatural

5. titulo de merecimento, adquirido pelo exercicio de virtudes contidas no acto heroico (caridade, liberalidade, fé, esperança, amor a Deus).

Ora, pelo acto heroico só se sacrifica o 1. caminho; restam portanto ainda quatro caminhos para evitar o purgatorio, que se tornam em virtude daquelle acto mais efficazes, porque Deus concederá mais graças para não commettermos peccados, attenderá com mais liberalidade ao nosso pedido de não sermos separados delle, e nos ha de considerar mais dignos de misericordia.

3. Juizo misericordioso. Deus é livre na medida dos castigos e póde perdoar tudo. Jesus Christo diz numa parabola que um creado insolvente foi completamente perdoado, apezar da sua enorme divida na quantia de 10 mil talentos ( 40 mil contos), mas que foi condemnado immediatamente a pagar o ultimo ceitil, quando não quiz perdoar a um companheiro a insignificancia de cem dinheiros (cerca de 600$000 rs). N. Sr. accrescenta, que o Pae celeste procede do mesmo modo. Ora, no acto heroico exerce-se uma caridade heroica, doando todas as satisfacções, todas as indulgencias para o allivio das almas. Por isso o dOador achará, da parte do juiz, muita misericordia.

4. Advogados poderosos. Maria Ss. os santos anjos e os santos todos, tão honrados e alegrados pela libertação das almas, não deixarão de empenhar-se junto ao throno de Deus em favor do doador, para que não seja condemnado ao purgatorio, ou ao menos não soffra lá por muito tempo.

Quem o fizer o acto heroico, não precisa rezar sempre pelas almas; elle póde continuar nas suas orações e obras como qualquer outro christão: só a parte satisfactoria das suas obras é aplicada ás almas do purgatorio. Para isto é sufficiente, ter feito o acto uma vez. Não se exige que seja renovado todos os dias. Nem é necessario rezar sempre por todas as almas do purgatorio. Pode-se rezar tambem por uma alma determinada e aplicar a ella as satisfacções.

Fonte:

  • Orae. Manual completo de orações e intrucções religiosas. Casa Editora Catholica J. Steinbrener. 1935 pág. 383-386.




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

BOLETIM PRÓ-VIDA

1
Periódico de defesa da vida e da família
Distribuição gratuita
Edição n.º 231 — 1º de setembro de 2018
Remetente: Pró-Vida de Anápolis, Endereço: Caixa Postal 1995 CEP 75.043-970 - Anápolis - GO. Telefones: (62)3313-4792 / (62)3315-9413, www.providaanapolis.org.br: E-mail: provida@providaanapolis.org.br
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz é o autor de toda a matéria deste informativo, salvo indicação em contrário.
Publique isto em seu jornal, revista ou sítio! Urgente!
Eleições 2018 e o método PPP
(quando a Igreja deve emitir juízos também sobre realidades políticas)

Ensina-nos o Catecismo da Igreja Católica:
Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas1.
Portanto, quando não se trata de preferências ou gostos pessoais, mas de temas moralmente fundamentais como a legalização do aborto, o reconhecimento das “uniões homossexuais”, o ensino da ideologia de gênero nas escolas, a Igreja pode e deve posicionar-se.
Em um Estado sadio, tais temas nem sequer seriam objeto de discussão. Quem – em sã consciência – ousaria negar que a vida humana é inviolável, que a família natural é alicerçada no matrimônio entre um só homem e uma só mulher, que entre os dois sexos há diferenças naturais que não dependem da sociedade ou da cultura?
Mas como vivemos em um Estado “louco” (ou “laico”?), em que até o Direito Natural é questionado, a Igreja vê-se obrigada a intervir para lembrar que há valores não negociáveis em política.
Como já expusemos nas eleições de 2014, convém o usar o método PPP para a seleção dos candidatos. Primeiro, o Partido, depois, o Passado, por último as Propostas do candidato.
1 Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes”, n. 76.
2
artido Um exemplo de partido incompatível com a moral cristã é o Partido dos Trabalhadores (PT). No 6º Congresso Nacional do PT, ocorrido em junho de 2017, foram aprovadas resoluções que incluem a convocação de uma nova Assembleia Constituinte (n. 33), sintetizada em treze capítulos (n. 34). No capítulo 12, dedicado ao “Direito das mulheres”, lê-se: “Descriminalização do aborto e regulamentação de sua prática no serviço público de saúde”. No capítulo 13, dedicado aos “Direitos humanos”, lê-se: “Descriminalização progressiva do consumo de drogas. Constitucionalização dos direitos de casais homoafetivos como entidade familiar plena”2. Todo candidato filiado ao PT é obrigado a acatar essas resoluções. O Estatuto do PT põe como requisito para ser candidato pelo Partido “assinar e registrar em Cartório o ‘Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista’” (art. 140, c). Tal assinatura, diz o Estatuto, “indicará que o candidato ou candidata está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (art. 140, §1º). Se o político contrariar resoluções como essas, que apoiam o aborto, as drogas e as uniões homossexuais, “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (art. 140, §2º) 3. Ao defender o aborto, o PT se mostra coerente com a ideologia socialista que ele abraça. O artigo 1º de seu Estatuto diz que o objetivo do Partido é “construir o socialismo democrático”. Ora, São João Paulo II explica que o erro fundamental do socialismo é de caráter antropológico. De fato, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social. [...] O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o conceito de pessoa como sujeito autônomo de decisão moral4. O socialismo vê na criança por nascer algo que está subordinado à vontade da sociedade. Se for proveitosa para a sociedade, que nasça. Se for trazer ônus ao Estado, se trouxer mais custos que benefícios, que seja abortada.
Eis a lista dos partidos que se declaram comunistas, socialistas e/ou favoráveis à causa antivida e antifamília.
2 PARTIDO DOS TRABALHADORES. Resoluções aprovadas pelo 6º Congresso Nacional, jun. 2017, p. 39. http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2017/07/6-congresso-pt.pdf
3 PARTIDO DOS TRABALHADORES. Estatuto. http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2016/03/ ESTATUTO-PT-2012-VERSAO-FINAL-alterada-outubro-de-2015-2016mar22.pdf
4 JOÃO PAULO II, Encíclica Centesimus annus, 1991, n. 13
P
3
Partido dos Trabalhadores (PT) - 13
Partido Comunista Brasileiro (PCB) - 21
Partido Popular Socialista (PPS), sucessor do PCB - 23
Partido Comunista do Brasil (PC do B) - 65
Partido da Causa Operária (PCO) - 29
Partido Democrático Trabalhista (PDT) - 12
Partido da Mobilização Nacional (PMN) - 33
Partido Pátria Livre (PPL) - 54
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) - 50
Partido Socialista Brasileiro (PSB) - 40
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) - 16
Partido Verde (PV) – 435
Rede Sustentabilidade (REDE) - 186
Exclua, portanto, os candidatos cujos números começam por
13, 21, 23, 65, 29, 12, 33, 54, 50, 40, 16, 43 e 18
Não votar em tais candidatos – mesmo que sejam seus amigos – é um ato de correção fraterna. Votar neles é ser cúmplice do erro que eles cometeram ao filiar-se a um partido anticristão.
assado
Excluídos os candidatos pertencentes aos partidos acima, é preciso agora examinar o passado de cada candidato. Se ele já foi parlamentar, deve-se examinar como foi o seu voto nas questões relativas à vida e à família.
Em http://www.providaanapolis.org.br/ pode-se clicar à esquerda em “Como votaram” e obter-se o posicionamento passado de alguns candidatos em relação ao aborto, à destruição de embriões humanos (lei de biossegurança) e à ideologia de gênero nas escolas.

Propostas

As propostas só merecem ser examinadas se o candidato já passou pelo crivo do Partido e do Passado. Se o Partido é bom (ou pelo menos neutro) e se no Passado o candidato não teve
5 O PV não se declara socialista, mas em seu Programa defende o homossexualismo e a legalização do aborto (cf. http://pv.org.br/wp-content/uploads/2011/02/programa_web.pdf).
6 A REDE não se declara abortista, mas Marina Silva disse que pelo menos 70% dos fundadores de seu Partido defendem o aborto, a liberação da maconha e a união de pessoas do mesmo sexo (Cf. Paulo GAMA, 70% dos fundadores da Rede defendem união gay e legalização da maconha, diz Marina. Folha de S. Paulo, 17 jul. 2013, in https://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1312738-70-dos-fundadores-da-rede-defendem-uniao-gay-e-legalizacao-da-maconha-diz-marina.shtml). Além disso, é sintomático que a REDE tenha se coligado ao PV, declaradamente abortista.
P
P
4
envolvimento com o aborto, a ideologia de gênero nem com a causa socialista... tem chance de ser um bom candidato.
Ainda assim, vale a pena ouvir suas propostas. Propostas muito vagas (sou a favor da vida, sou a favor da boa educação...) valem menos do que propostas concretas (sou contra a legalização do aborto, quero excluir a ideologia de gênero das escolas, quero que os pais tenham o direito de decidir sobre a educação de seus filhos, estou disposto a vetar uma lei abortista aprovada pelo Congresso, quero acabar com o desvio de verbas públicas para o aborto no SUS...)7.

Rezemos todos os dias, às 15 horas, se possível diante do Santíssimo Sacramento, pedindo ao Eterno Pai que, pela dolorosa paixão de seu Filho, tenha misericórdia de nós e livre-nos da maldição do aborto.
“Nessa hora conseguirás tudo para ti e para os outros” (Diário de Santa Faustina, n. 1572).
Oração pelo Brasil
Ó Maria, concebida sem pecado,
olhai pelo nosso pobre Brasil,
rogai por ele, salvai-o.
Quanto mais culpado é,
tanto mais necessidade tem ele
da vossa intercessão.
Ó Jesus, que nada negais a vossa Mãe Santíssima,
salvai o nosso pobre Brasil.
Doações
Aceitamos doações de papel A4 para a impressão deste boletim. Aceitamos também ofertas de fraldas, roupas de recém-nascido, gêneros alimentícios e material de limpeza. Nosso endereço é: Rua Bela Vista, Quadra M, Lote 65, Jardim Goiano, 75140-460 – Anápolis – GO.
Doações em dinheiro podem ser feitas mediante depósito na Agência 0324-7, CC 7070-X, Banco do Brasil, titular “Pró-Vida de Anápolis”, CNPJ 01.813.315/0001-10.
Avise-nos a data e o valor doado, para fins de lançamento contábil, através do e-mail escritorio@providaanapolis.org.br, do WhatsApp (62)985813791 ou do telefone (62)3313-4792.
Santa Gianna Beretta Molla, rogai por nós!
7 Deve-se recordar que, mesmo em caso de gravidez resultante de (suposto) estupro, o aborto permanece sendo crime, haja ou não aplicação da pena ao criminoso. Mas se o aborto é crime, como o Estado pode financiá-lo?


domingo, 2 de setembro de 2018

PRÓ-VIDA AGOSTO 2018


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