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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não ao aborto e aos Herodes de nosso tempo, exorta sacerdote brasileiro

SÃO PAULO, 29 Set. 10 / 05:53 pm (ACI).- Em um artigo intitulado o “Não ao aborto e aos Herodes de nosso tempo”o Pe. Marcelo Tenório da Diocese de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, adverte que “nos partidos políticos sempre há quem defenda uma moral contrária à moral cristã. Entretanto, nenhum outro assumiu isso publicamente como o PT”. “Se o PT assume tais posições e luta por elas, não pode receber o nosso voto. A sua candidata é a Sra. Dilma Rousseff, logo também não pode receber o nosso voto”, afirmou o sacerdote. Assim o Pe. Tenório exorta os católicos a dizerem Não a todos os políticos que querem atuar como modernos Herodes perseguindo os mais indefesos, neste caso, a criança não-nascida, legalizando o aborto. Abaixo reproduzimos na íntegra o texto do Pe. Tenório:


«Muitas pessoas de boa vontade, inquietas e preocupadas com as eleições deste ano, sobretudo para Presidência da República, indagam-nos sobre algumas questões pertinentes:


1. Pode-se votar em candidatos que defendem o aborto, a união entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, ou qualquer outra coisa contrária à moral cristã?


2. Existe algum partido que defenda de forma clara o aborto, a união homossexual, a eutanásia?


3. A Igreja apóia algum partido político?
 


Bem, comecemos do fim. A Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor, tem a missão de anunciar o Reino dos Céus a todos os povos, a fim de que “todos cheguem ao conhecimento da Verdade” (I Tm 2, 4) e possam salvar-se. Ao criar o homem a sua imagem e semelhança Deus Pai lhe infundiu no coração a sua Lei Divina como base para toda e qualquer lei humana, positiva, de forma que toda norma social dela se originasse e a ela convergisse. 



Por isso, respondendo à primeira interrogação, não podemos eleger com nosso voto pessoas que não se alinham à Lei Suprema e Divina e que defendam posições contra a Lei de Deus, ou mais claramente, contra Deus. Votar em quem é a favor da legalização do aborto, quem defende e promove o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo, é colaborar com a paganização do Estado, que jamais pode ser laico, visto que deve ser regido por leis em perfeita harmonia com a Lei Divina Positiva. É o que chamamos de Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.



Nos partidos políticos sempre há quem defenda uma moral contrária à moral cristã. Entretanto, nenhum outro assumiu isso publicamente como o PT. Em suas declarações, documentos e práticas, fica bem claro o que ele pensa e para onde ele aponta.



Vejamos os passos que o governo do PT tem dado em direção à legalização do aborto no Brasil e demais atentados contra a moralidade cristã, que nos foi apresentado de forma sintética pelo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos, São Paulo:

Aos 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil, assinando o Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) e, em agosto do mesmo ano, entregou ao Comitê da ONU para a eliminação de todas as formas de descriminalização contra mulher (CEDAW), documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher.



Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou ‘apoio incondicional’ ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.



O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o Projeto de Lei que tornava livre a prática do aborto...



Mais recentemente, em 16 de julho de 2010 (no mês passado!!!), a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do Consenso de Brasília.



Chamam a nossa atenção as propostas de governo da candidata à Presidência, que alteram a linguagem mas não alteram o conteúdo. Já apresentou três propostas de Governo, sendo que a segunda ‘maquia’ a primeira, e a terceira ‘maquia’ a segunda retirando tudo que pudesse deixar ‘transparecer’ os objetivos de liberar o aborto, para não ‘prejudicar’ sua candidatura. Há rumores de que, no próximo mês será anunciada uma ‘quarta’ proposta...

Para evitar desgastes na campanha de sua candidata, o Sr. Presidente ‘engaveta decisões sobre temas polêmicos’ (Cf. O Estado de São Paulo – 06/08/2010 – A7). Contrariamente a todos estes ‘ajustes’ que tentam mascarar a verdade, o Evangelho nos manda: ‘O seu Sim, seja Sim. O seu Não, seja Não’ (Mt 5,37). Sem subterfúgios, sem máscaras, para não esconder a verdade...”

O que acabamos de ler é grave e requer de nós católicos posicionamento e radicalidade evangélica. Ensina o Catecismo da Igreja que colaborar com o pecado grave, nem que seja por omissão é comete-lo também. O aborto é pecado grave que brada aos céus por justiça. Votar em qualquer candidato que o apóia é ser réu diante de Deus, é ficar com as mãos sujas do sangue dos inocentes que será derramado mais ainda se esta lei iníqua um dia for aprovada.



Ora, se o PT assume tais posições e luta por elas, não pode receber o nosso voto. A sua candidata é a Sra. Dilma Rousseff, logo também não pode receber o nosso voto.



Lembremo-nos do belo hino que um dia ecoou em nossas catedrais e praças: “Levantai-vos soldados de Cristo! Sus correi! Sus voai à vitória!”

Defendamos a nossa fé! Defendamos a vida dos inocentes indefesos que está em nossas mãos! Defendamos a Família tão querida por Deus. Não queiramos escutar no dia do nosso julgamento aquelas palavras terríveis do Senhor: “Afastai-vos de Mim, vós que praticastes a iniqüidade” (Mt 25, 41).»
 
Texto retirado da ACI digital

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

DOM LOURENÇO FLEICHMAN - ELEIÇÕES


 ELEIÇÕES
DOM LOURENÇO FLEICHMAN OSB

O espetáculo tem algo de grandioso. Parece uma ópera. Seria bufa? Pode ser, tanto faz. O espetáculo tem algo de comédia, de drama, de tragédia, tudo misturado, liquidificado. Imaginem um teatro em que os assistentes não soubessem bem se estavam diante da dor ou da gaiatice barata, da emoção romântica ou da morte trágica. Rapidamente sairia de cartaz, falido e desconsiderado.

Que tipo de mágica detém esses senhores para manter toda uma população de dimensões continentais assistindo e aplaudindo tanta enganação? Seriam eles prestidigitadores? Certamente o são. Todos eles o são.

Percorra, caro leitor, os sites e blogs dos que fazem oposição à candidata do governo. O que vemos? Todos, em uníssono, alertam o Brasil para não votar em terroristas, para não votar no comunismo que já tomou conta de todas as instituições governamentais. Cansei de ouvir falar dos males do Partido, quando o brasileiro mais sério, que guarda a moral católica, zeloso em manter os princípios civilizacionais que criaram o Brasil, não tem opção. A que tipo de oposição assistimos? Que coisa ridícula é essa, de um partido de esquerda, que se diz de centro-esquerda, apresentar um candidato que tem como grande trunfo ter sido líder da UNE? E se acha muito inteligente por ter tido um passado comunista! Cheguei à conclusão que o PSDB nada mais é do que um partido tampão. Ele atua na área política para neutralizar a oposição. Geraldo Alckmin foi literalmente abandonado pelo partido no meio das eleições. E Serra faz parte do time que estabelece esse tipo de política falsificada, onde o que menos importa é um programa de governo.

Algumas pessoas me pedem uma indicação. Não dou. Que cada um siga sua consciência, porque eu não consigo nem pensar em eleições. Tenho náuseas. Um homem de bem, se aceita entrar nesse jogo, deve ser estúpido o suficiente para achar que poderá aplicar o seu bem na politica. Não há como. O sistema é corrompido na sua base e a corrupção dentro do governo nada mais é do que a ponta do iceberg que aparece para os simples mortais. Não me venham falar de cidadania, voto responsável e coisas do tipo. Uma coisa eu sei: isso que está aí não é coisa séria, nem é Democracia, é palhaçada. E ainda me obrigam a ir ao circo!

Minha responsabilidade está nas mãos de Nossa Senhora Aparecida, protetora do nosso Brasil. Mas os milagres só acontecem para aqueles que o merecem, que o pedem, e que estejam prontos a suportar as dores da perseguição. Existe ainda um Brasil assim?

FONTE: