quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

EVANGELHO DE SÃO LUCAS 13, 10 - 17

Havia aí uma mulher que, dezoito anos já, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de ficar bem direita.
Vendo-a, Jesus a chamou e lhe disse:
"Mulher, estás livre da tua doença".


     Uma mulher que frequentava o Templo, portava deficiência física sofrendo com dores terríveis, pois era encurvada, desde seu nascimento. Jesus entrando naquele dia no Templo a encontrou e, compadecido de seu sofrimento a curou.
 
      Este milagre aconteceu num dia de Sábado, dia sagrado para o povo judeu, pois é o dia feito para o descanso do povo que trabalha muitas horas durante a semana.
 
      O Judaísmo deu uma contribuição importante ao mundo, inserindo no trabalho uma ética onde o descanso e necessário e vital.
 
      A escravidão, realidade que o povo eleito viveu dolorosamente no Egito, era uma realidade execrável e jamais se poderia pensar em reviver esta situação. Por isto as normas e leis religiosas contribuíram para que o SHABAT fossse respeitado e jamais profanado. Aos poucos tais normas transformaram-se em um peso esmagador, impedindo as pessoas de até mesmo auxiliarem as outras, caso necessitassem.
 
       Toda tradição ou norma religiosa deve ser compreendida à luz da história para que ela não se transforme num peso.
 
        Pois corremos o risco de cair no erro condenado pelo senhor: sobrecarregar aos outros com fardos pesados, que nós mesmos não suportaríamos, em nome de uma tradição ou costume que mais geram inconformismos e paralisia.
 
        No entanto, a tradição ou costume no âmbito da religião, quando bem compreendida, ajudam-nos a perceber melhor a realidade que celebramos.
 
        Quando nos afastamos disto, nos tornamos duros de coração e cegos ante a necessidade do irmão mais fraco ou necessitado.
 
         O Senhor, na mensagem do Evangelho de hoje, condena justamente esta falta de sensibilidade antes as necessidades do outro, em nome de um falso respeito às normas ou regras "sócio-religiosas".
 
         Precisamente num sábado e numa sinagoga, aos olhos de todos, manifestou o poder da Lei que liberta em detrimento das normas que destroem. Ensina-nos assim que o ser humano é precioso aos olhos de Deus dando-nos, ele mesmo, o exemplo de serviço e cuidado com os que sofrem, revelando que isto é coisa agradável aos olhos de Deus.
 
         Jesus, através de suas palavras e obras, revela-nos a face amorosa e compassiva do Pai. E, para nos conduzir a Ele, propõe-nos caminhos, metas, jamais impondo.
 
         O anúncio do Reino de Deus é proposta de conversão, de mudanças de atitudes, mas dirigida sempre ao homem livre, supõe o acolhimento e a resposta livre de cada pessoa.
 
        Quando a religião oprime, distancia-se de sua essência, torna-se clandestina uma vez que escraviza os inocentes e oprime os fracos.
Do encontro pessoal com o SENHOR DA VIDA, a mulher encurvada sai curada.
 
        Restaurada em sua dignidade, recobra a coragem para viver e, certamente, anunciar e testemunhar a grande Misericórida e o Poder de Deus manifestos através de sua deficiência.

São Nicolau o Taumaturgo, Arcebispo de Mira, na Lícia - 345



segunda-feira, 6 de junho de 2016

ORAÇÃO A SANTA LUZIA

Doce Virgem Mártir, que , no mundo, por amor de Deus, tanto sofrestes, tende piedade dos pobres pecadores que, confiantes, a Vós recorrem, e, prostrados, imploram, por vossa intercessão, a divina misericórdia.


Ouvi, benigna, as nossas súplicas. Vós que tantas vezes tendes restituído a vista dos cegos. E, por piedade, alcançai-nos, da Virgem Mãe de Deus, a graça que com tamanha confiança, agora vamos implorar.
(5 vezes o Padre-Nosso, Ave Maria e Glória)


Fonte: Silva de Castro pág. 213 e 214.